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日志


4月27日

Vivendo na interrogação

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Falsos zangões

Uma sociedade de colméias tão peculiares!

Fica difícil saber quem é quem - se rainhas, operárias ou zangões.

A  flexibilidade atual, gera insegurança, pois a qualquer insinuação mais sensual, se faz necessária  uma investigação minuciosa - imprescindível saber da árvore genealógica, das referências pessoais, da ficha completa... o que não é passaporte para a entrega tão desejada.

Os nossos relicários masculinos, postos à prova, exigem um olhar aguçado, treinado, sensitivo - esse olhar apurado, investigativo...precisamos ter um pouco de feiticeiras, alquimistas, videntes...

Ao nos acreditarmos livres, passamos a ser joguetes de intenções invisíveis e indizíveis - cruzamos informações, cuidamos de nos desgarrar da preconceituosa desconfiança e  somos levadas à loucura por nos debatermos entre acreditar ou não nos resultados dessa pesquisa exaustiva a favor do desejo, que tanto castiga a pele e pede espaço, clemência.

Lastimável! Hoje somos reféns dessa modernosa flexibilidade, colocando em risco nossas escolhas e nossa disponibilidade - um espaço eclético, de onde me excluo, prevendo o meu fim celibatário.

Que pesadelo!  Preocupações tão exaustivas!

NÃO! Continuarei caminhando em busca dos prazeres sensíveis, da expressão amorosa, da mais fascinante experiência, da confirmação surpreendente do sonho de felicidade.

Estou para o AMOR, para o desejo, para a completude.

 

Estou certa disso!

 

Estarei viajando até segunda-feira -volto logo!

 

Chocolatando a Vida

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Os chocolates - Huuuummm!

Meu vício secreto - minha mania confessa - sou chocólatra!

Assim, de público, digo sem temor -AMO CHOCOLATES!

                                                             ME RENDO AOS CHOCOLATES!

AHHHH! CHOCOLATE, CHOCOLATE, CHOCOLATE...EU SÓ QUERO CHOCOLATEEEE...

Vejam bem - energético, afrodisíaco, antioxidante, tônico cardiovascular e estimulante do bom humor - como resistir?

Mas... rico em gorduras, açucar e potássio, é uma faca de 02 gumes - por ter sabor marcante e exótico, comemos sem cessar, um a um, sem culpa e sem sentir - que perigo!

Sendo o alimento dos deuses, minha compulsão por ele é incrível - neste exato momento, estou me deliciando com um Lindt, que derrete saborosamente entre o céu da boca e todas as glândulas degustativas da redondeza.

Huuuuum! Preciso de uma pausa para revirar os olhos e ficar um pouco assim, só sentindo essa maravilhosa invenção se esvair por todos os recantos do mais apurado paladar.

Grandes gourmets desde sempre, os espanhóis foram os grandes responsáveis pela introdução dessa maravilhosa invenção entre nós - passei a amá-los só por isso.

Não poderia deixar de reverenciar iguaria tão especial e completa - se pudesse, comeria apenas chocolates - sei que seria feliz para sempre - a tal da endorfina, serotonina e por aí vai - um prazer inigualável - diria até que nessa hora, é como se Deus estivesse a sorrir e perdoar todos os pecados capitais em nome da gula.

Acabaram! Depois de uma caixa inteira, ainda penso em continuar alimentando essa orgia gastronômica a favor da minha compulsão.

Acho que vou me reabastecer - até já!

 

Huuuuuummmmm!

 

4月26日

Vivendo na Bahia, meu rei

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Baianês, é por aí

Por impulso e por sugestão do meu amigo Jorge, aqui estou para o desafio - falar dessa maneira linda maravilhosa - com essa malemolência gostosa - VIXE!

Certa feita, andando amigué,

Uma vez, andando à vontade,

 

Dou de cara com um sujeito azuretado e avexado

Encontro alguém  invocado e apressado

 

Cuspido e escarrado um primo distante - era o cão chupando manga

Muito parecido com um primo distante - era horroroso

 

Até a cangalha era igual

Até as pernas tortas eram iguais

 

Mas... não era ele - cheio de culhuda, de revesguela me deu uma dura e arribou

Mas...não era ele - cheio de mentiras, de raspão, cortou a conversa e seguiu caminho

 

Bagunhei sua camisa, provocando a maior zorra - lhe disse: você vai ximbar se não baixar esse topete e tomar tenência na vida

Segurei na raça sua camisa, criando a maior confusão e disse: você vai se dar mal se não acabar com essa falta de respeito e tomar jeito

 

Tem que ter tutano, deixar de ser brau, parar de ser treiteiro

Tem que ser inteligente, deixar de ser cafona e parar de esconder o jogo

 

Tá rebocado! Tirar pergunta, ficar de calundú, segurar no pé, matracar, ñum tá com nada

Pode crer! Tirar satisfação, ficar zangado, encher o saco, falar mal da vida dos outros, não é uma boa

 

Isso ainda vai dar um tangolomango retado

Isso ainda vai dar um problema enorme

 

Se assunte!

Tome vergonha!

 

Tá ligado?

Entendeu?

 

...

 Então amigo Jorge - não levo jeito, mas até que a historinha  ficou porretinha ( legalzinha), não foi?

 

 

4月25日

O espetáculo da Vida

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A Vida é Vertiginosa

Tudo converge para as lembranças indulgentes, os sonhos indistintos, os ritos concretos - se estabelece uma certa alquimia - é o amor que está por vir - fico com a perspectiva da estrada e a flexibilidade do imaginário...

É curioso - me deu uma vontade irresistível de criar uma sociedade secreta, onde, através de atividades ocultistas em cerimoniais tântricos, estaremos irremediavelmente presos nas garras do irrefutável, das uniões divinas, que num plano espaço-temporal coexiste com a poeira existencial, modelada pela aparência exterior.

Experimentar cobiças inauditas, desdenhar emoções aprisionadas, mergulhar  no que se esconde atrás das aparências... esse estranho intermundo onde os impiedosos combates entre o querer e a razão, rivalizam, esmagam...

A efetiva libertação para a experiência tântrica põe em evidência todas as delícias que me cercam e aguçam - desejo, volúpia, aromas, sabores, música...a mais louca alucinação me domina - vejo tudo colorido de matizes vibrantes, que me transferem para o êxtase, que procuro perpetuar, na esperança de que a imaginação criadora coloque no meu caminho o companheiro que ultrapasse todas as  barreiras e num rigor quase geométrico, decida ficar e me amar para sempre.

 

A nossa rudeza, esqueçamos

A nossa aspereza, rejeitemos,

A nossa suavidade, alimentemos

O nosso amor, cuidemos.

 

4月24日

Viajando pela Vida

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Prodigiosas interrogações

É fácil negar tudo que transtorna a verdadeira alegria.

Nas esferas malditas, os sucessos palpáveis são ilusórios. Os absurdos resultantes da imaginação, estão entre o nada e o quase nada, deformados, sem razão ou exame prévio.

Um fato embaraçador chega de repente e se impõe - diz respeito às fugas sonhadas, à perseguição sofrida pelo inconsciente, às idéias comumente codificadas e incompreensíveis.

Os sonhos telúricos, solidamente garantidos pelos olhos românticos de uma desavisada sonhadora, se contrapõem ao racionalismo concreto - as viseiras dogmáticas, impostas pela sociedade "faz de conta", me faz tremer nas bases, desacreditando nesse despertar paranormal e fantástico - procuro cristalizar a qualquer preço os mistérios que se escondem entre o tédio torturante e a proeza dos mergulhos heróicos na realidade sensível - não encontro respaldo.

Cria-se um certa tensão. Me deleito no apagar das luzes, me revelo através de uma luneta focada na alma e me deixo assim, anestesiada pelas inspirações que permanecem inatingiveis como o horizonte.

Não sei o que me deu. O vôo em direção ao nada me arremeça de encontro às paredes velhas do passado  e à confusão de cores de paisagens conhecidas - essa associação de imagens me deprime e produzem uma textura particular, comparável às sensações vagas e enfeitiçantes da minha realidade nua e crua, provocando as piores superstições.

Corro então em direção ao presente - tenho pressa! Estou com sede e dou início aos rituais de iniciação - o aparato dramático me confunde, mas não desisto - sigo firme, me liberto dos fracassos e pecados, escapo da tirania do ódio e finalmente me embrenho deliberadamente no meu acontecer - amplo e vigoroso - feliz e surpreendente.

 

Ufa!! Conseguí - estou de volta para um novo recomeço.

4月20日

No veio da Vida

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Via Aberta

Os sonhos de libertação além da realidade física, me carregam para o imaginário fantástico. Haveremos de nos expor inteiramente, abertamente, descaradamente - sejam as qualidades negativas ou positivas, a cadeia de sucessos e derrotas sucessivas - virar de ponta cabeça e mostrar o avesso, a alma controversa, as contradições.

Sem pressa e exigências, desenvolvo a necessária compaixão por mim mesma - o encontro e a necessária confiabilidade, que só um mergulho na alma é capaz de permitir - é o ponto de partida para reconhecer esse calor, essa chama interior que arde, criando espaço e luz dentro de nós.

Como minha amiga incondicional, expando para o mundo, estabelecendo uma ponte com as energias que circulam por aí, me fazendo dançar com a vida de forma frenética, me deixando acontecer espaçosamente, vigorosamente, apaixonantemente.

Aí, se instala a alegria - aquela espontânea, constante, generosa - ela enrriquece e me convida a executar as tarefas da vida sem defesas ou pruridos, sem medos ou disputas.

A experiência do belo, da fantasia romântica, da alegria verdadeira, irradiam profundamente e infinitamente esse estado de presença, transformando lampejos de lucidez em consciência objetiva, fazendo-me perceber o mundo como ele é de fato.

 

Chegarei lá? Assim espero!

4月19日

Reiterando a Vida

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Reiterando...

Caminhando por aí, percebí como estamos sempre a reiterar sentimentos e ressentimentos, alegrias e tristezas, vontades e medos, cautela e insensatez.

A nossa dualidade tão necessária, nos coloca em apuros deliciosos que não fazemos questão de prescindir - o brilho de um momento gostoso e a rudeza exterior de uma palavra maldita - o toque suave de um olhar complascente e o amargor do ódio enrrustido - a felicidade de um amanhecer resplandescente e a tristeza de horizontes sombrios...

Somos bestas feras, mas também brandos, amáveis e dóceis companheiros de luz - capazes de tudo, somos pegos de surpresa pela vida, que nos desafia, desafia, desafia...

Temperando a imaginação com condimentos picantes, encontro o desejo pelo caminho e me entrego aos devaneios de amor, que ficam no sonho a instigar e provocar aquela energia incandescente que chega,  desestruturando, desarrumando, desestabilizando a ordem estabelecida.

Que bom! Estou viva e querendo mais, muito mais da Vida.

Que bom! Continuo caminhando, ostentando a satisfação de uma existência, sustentada pela audiência do meu momento feliz.

Que bom! No atrevimento, na ousadia, no impulso, vou trilhando pelo desconhecido, sempre em busca de mim mesma.

 

Continuo por aí - aguçando sempre!

 

4月18日

Meu Filho - minha Vida

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 Filho meu

Amor das entranhas.

Filho tão amado!

Meu maior e melhor invento.

Esta incondicionalidade faz das mães reféns absolutas, prisioneiras voluntárias, entrega por inteiro - esta irracionalidade maravilhosa, que me absorve...

Um amor desmedido, imenso, infinito...

Um amor que tudo pode, dá e é...

Meu doce menino, você cresceu.

Fico a lhe observar tão independente, dono de si e me pergunto como isso aconteceu - não ví o tempo passar e à minha revelia, você cresceu.

Hoje, é o protetor

Hoje, é o meu orgulho,

             a minha alegria,

             a minha certeza

 

Hoje e sempre, o meu maior amor!

4月13日

Vivendo a Páscoa

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Feliz Páscoa

meus amigos queridos

4月12日

Entendendo a Vida

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De Olho

Fico observando e imaginando quantas verdades esquecidas, quantos sorrisos engessados, quantas "palavras vãs"( plágio do poetinha J), quantas alegrias desperdiçadas, quantos sonhos e planos sepultados...

Desejo incontrolável de entender os processos que estão no inconsciente a desafiar a memória. De mãos dadas com a intuição, sigo caminhando e aguçando a criatividade na construção do meu momento.

Acho que ainda é tempo. Um tempo que fala das coisas da alma - tempo de recriar, apostar, segurar a certeza de que HOJE é sempre o dia.

Acho que ainda é tempo - da alegria, do desejo, da suavidade.

Acho que sempre é tempo de ser feliz!

Sou tomada de todas as sensações e me pergunto - De onde vem essa força, que imobiliza, provoca e cala a razão?

Com um toque de desalinho, procuro preencher a grande expectativa e concentrar a minha estima, absorvendo, neutralizando e redirecionando essa força -  um exercício que suga muitas energias, mas ao final se revela compensador pelo equilíbrio resultante.

Sei que sou uma aprendiz -  estarei sempre buscando, escarafunchando, bisbilhotando por aí...

 

Sempre de olho!

 

 

4月8日

Vivendo meu momento

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Momentos

 

Momentos em lenta cadência

embalam o meu caminhar

 

Momentos de absoluta carência

me fazem lamentar

 

Que dizer dos momentos,

Que estão sempre a desafiar,

As ilusões,

As intenções,

As maldições...

 

 

Que dizer dos sonhos,

Que esperam a hora do parto

Ardido,

Doído,

Combalido...

E... tento

E...atento

Logo será amanhã

 

 

 

 

4月7日

Fragmentando e vivendo

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 Me surpreendo na solidão

 

Afago os mais remotos desejos

 

Acalmo o meu corpo em brasa

 

Aguço a minha dor mais profunda...

4月5日

Cadê a Vida?

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No futuro

 Hoje, um papo com amigos me deixou em pânico - num futuro nem tão longínquo, estaremos condenados.

Homens-máquinas? Que horror! A lei natural da vida, o ciclo biológico, já relativamente manipulado, será objeto das mais inusitadas experiências. Eles, cientistas, me convenceram disso. Fiquei muito assustada!

Condenados aos implantes - uns para melhorar a performance, outros para ajudar na estética...

Condenados à tecnologia galopante - colocação de chips para a memória, para o cansaço, para a tão sonhada juventude...

Condenados à clonagem, seremos eternos. ETERNOS?

VIXE MARIA!!!! Êta ciência retada! Onde vamos parar?

Mas...

Robotizados, como ficarão os sentimentos? A emoção? As sensações orgásticas, resultantes da felicidade?

Confesso! Estou em pânico!

A curto prazo, até gostei. Implantes daqui e dali ( haja coragem! ) e sempre lindas, enfrentaremos o tempo com altivez, beleza e forma invejáveis.

A médio prazo, só Deus sabe como ficarão os rostos sem expressão pelos fios de ouro e cobre, preenchimentos e similares - os corpos siliconizados, sujeitos a manutenções periódicas...

A longo prazo então, estaremos perdidos de uma vez - até os movimentos mais primários estarão comprometidos - condicionados a pequenas engrenagens, que se colocarão em movimento, se acionadas adequadamente - qualquer problema  e esse sistema meio humano, meio robô, pára de funcionar.

Nós? Estaremos lascados, literalmente - mecanismos comprometidos e lá vamos nós para a manutenção - se fôr produto importado então, pode esperar - comprometida a ação, como ficará a  VIDA?

Vivemos num paradoxo - em tempos de evolução espiritual, numa perspectiva temporal de 100 anos, em lugar de irmos ao médico, iremos à oficina, em lugar de mergulharmos nos mares  da Polinésia, iremos a outros planetas do sistema solar em pequenos aeromóveis.

Nossos descendentes diretos, serão, sem dúvida, muito sem graça - e a energia resultante da emoção,  nosso combustível, como ficará?

Mais adiante ainda,  flutuaremos pelo cosmos, como seres lucigênitos a bisbilhotar tudo à nossa volta e espalhar nossa linda energia amorosa (?) pelo universo.

Mas...

E se essa fonte de energia se torna duvidosa? Correremos o risco de sermos exterminados pelos exércitos do mal.

Agora então, passei mal! Rápido, me acordem desse pesadelo!

E fica a pergunta:

 

Será que o futuro tem futuro?

 

4月3日

A Amizade e a Vida

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Os Amigos

Meus amigos queridos! São tão poucos e tão especiais! Não saberia viver sem eles - me energizam, alimentam a minha vida das melhores sensações - da cumplicidade, do companheirismo, da lealdade, da certeza de que estão ali, para o que der e vier.

A qualquer hora do dia ou da noite, lá estão, de plantão, para ouvir, criticar, acalentar, aconselhar - não têm prazo de validade - com eles, podemos ser tudo que quizermos - inseguros, mal-humorados, exagerados, deprimidos, carentes...

E o melhor é que não cobram, não exigem, simplesmente conquistam com o coração, seja numa ligação para saber se estamos bem, numa lembrança trazida de uma recente viagem, no preparo do seu doce preferido, nas saídas sem compromisso pela noite, nos risos frouxos e sem censura, nas reuniões em torno de uma boa mesa, nos momentos fraternos regados aos melhores vinhos tintos, nas caminhadas pela praia para os desabafos matinais, enfim, esses são os verdadeiros amigos, aqueles dos quais não prescindimos nunca.

Ainda tem aqueles amigos que não vemos sempre, mas estão guardados dentro do peito com uma emoção toda especial - amigos de infância, da adolescência, que a vida se encarregou de levar para longe, mas que sempre serão lembrados com amor - se encontramos então, é aquela alegria sem fim - recordamos das brincadeiras de criança, das traquinagens, da época do primeiro namorado, das primeiras transgressões e ficamos assim pedindo que o tempo não passe e fiquemos a relembrar com um saudosismo adolescente, toda a felicidade que sentimos por contar com a sua amizade.

E aqueles virtuais? Hoje, tenho amigos que não conheço, nunca toquei, nunca ví, mas reconheço como parte da minha vida - sinto que posso contar, desabafar, ser compreendida, trocar figurinhas, confidências, alegrias e tristezas - eles estarão lá, as vezes distantes fisicamente, mas sempre por  perto - de pronto, preciso agradecer a alguns, em especial pelas lindas trocas - ao Álvaro, meu querido e lindo amigo buscador, cuja companhia me faz muito feliz, ao Miguel, meu carinho e minha alegria, ao Edu, meu inspirado e muso inspirador, ao Vítor, que embora sumido por uns tempos, está sempre presente com a sua poesia, à Raquel, poetisa companheirinha muito linda, pelas palavras sempre tão pertinentes, à Sil, pelo carinho e energia de sempre, ao Jonatas, baianinho retado, poetinha da melhor qualidade, ao Filipe, pela sensibilidade tão especial...além daqueles que virão e outros que certamente já espreitam e timidamente se retraem, sem marcar presença.

Essa mágica que se estabelece entre os amigos é única - uma sintonia capaz de nos fazer reconhecê-los à distância e tê-los dentro do coração para sempre.

 

Meus amigos, eu amo vocês!!!

4月2日

Sapecando pela Vida

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Sapeca, eu?

Dizem que tenho cara de sapeca - aquele jeito de menina, aquela espirituosidade infantil, que de tudo faz graça.

Dizem que estou sempre a debochar do que entristece, a dar de ombros...

Digo que não dá prá ser de outra forma - procuro conquistar um pedacinho de felicidade todos os dias e luto forte para que ela nunca me deixe órfã.

Vou juntando as pequenas conquistas, na tentativa de fazê-las grandes um dia,

Vou misturando as cores do arco-íris, na esperança de que lá adiante possa colorir o mundo de alegria,

Vou degustando com cuidado todos os sabores, na possibilidade de sentir o gosto de êxtase da vitória e dividir esse banquete com quem está faminto,

Vou caminhando e cantando e assim, espantando todos os males...

Visionária ou não, agindo dessa forma, acalmo os ânimos acirrados, as caras carrancudas, a intolerância alheia.

Sapeca, eu?

É! Dizem que sim. Estou sempre a aprontar surpresas, a fazer festa com as migalhas colhidas de terrenos pouco férteis, a seivar os campos ressecados pelos excessos.

Hoje, quero me embebedar do que não vivi, dançar até ficar sem fôlego à beira do mar turqueza das ilhas gregas, beber de um gole só o suor dos amores amantes, sugar todos os nectares e me deliciar com tudo que me faz sorrir - aquele sorriso moleque, escancarado e escandaloso, que contagia pela magia que só ele tem, pelos segredos que só ele guarda.

Sapeca, eu?

 

Será?

4月1日

A vida e a Saudade

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Saudade? Eu heim...

A cara da Saudade sempre à mostra, adora expor a figura, desafiar o status quo, cair no ridículo, tornando tudo denso e tenso à sua volta - ela é sizuda, enfezada, chorona, melancólica, angustiada, deprimida...

Ih!! Chego a pensar que a Saudade é uma chata, que com o olhar pidão, sempre marca presença nos momentos mais inadequados.

Mas...

Sentí-la, as vezes é muito bom - até a acalentamos com um certo carinho, como se precisasse de proteção e abrigo - a acarinhamos, alimentamos, ninamos e depois de muito dengo, a colocamos para dormir, embalada pela possibilidade de um dia.

Mas...

Sentí-la às vezes é muito ruim - a insultamos, a despejamos da nossa morada, trancamos todas as portas e janelas do coração para que não entre, a rejeitamos e marginalizamos, na esperança de que vá embora para sempre.

Como saber?

Ela chega de surpresa, nos abocanha gulosamente, nem diz para que veio, se instala preguiçosamente, invade todos os espaços e perturba a ordem de forma absolutamente irresponsável.

Ela se impõe, acima de tudo e todos, atrofiando o nosso acontecer, paralisando um presente cheio de futuro.

Êta Saudade indiscreta!! Sai prá lá!

Quero poder escolher se quero você por perto,

Quero poder sentir que me deixa em paz,

Quero uma trégua, apenas uma trégua, nada mais.

 

Saudade - vá baixar em outro terreiro, tá?